quarta-feira, 3 de junho de 2015

Lembranças da Boneca do Iguaçú -

Quando mudamos para esse lugar por volta do ano de 1961, tinha no fundo da foto naquele grande barração o Frigorífico Argus. Ao menos uma vês por semana se não me falha a memória, vinha do Frigorífico do Uberaba, (por essa rua, onde esta passando os caminhões, do lado esquerdo), uma boiada para o abate, nesse frigorifico, a pé.
Era como se estivéssemos num filme de faroeste, os cavaleiros dirigindo a boiada até o curral, muitas vezes eu e meus tios de coração, que os tenho como irmãos, pois temos a mesma idade, ficávamos sentados no muro da casa, ou de pendurados na cerca do frigorífico, para poder ver melhor a boiada. Nunca me saiu da memória as vezes que um boi fugia, e ficava por horas correndo de um lado para outro no enorme pátio do frigorífico, tentendo fugir da morte. Os cavaleiros tentavam laçar o animal, mas quando não conseguiam, lá vinha o Sr, Urban o dono do frigorifíco na época, com sua espingarda e com um tiro certeiro derrubava o boi. Confesso que eu morria de dó dos animais, talvés por isso nunca esqueci.
Sr. Urban era um alemão muito alto, autero, usava sempre um chapéu preto, que eu me lembre, trajava sempre camisas branquíssimas e calças preta. Eu tinha um medo dele, um medo dele brigar comigo, talvés por ouvir as histórias que ele era um homem brabo. Não sei se eram verdadeiras, pois os seus funcionários que trabalhavam com ele a maioria era de anos e anos. Só sei que o que eu mais gostava era de ganhar os salsichos que estouravam no cozimento, eles vendiam mais barato, mas como ele era amigo do meu avô Wanick, as vezes, nos dava, minha avô mandava, nós buscarmos para dar de mistura na comida dos cães, mas nós comiámos uma rodela inteira no caminho, como era bom....
As lembranças o gosto o cheiro, se fechar os olhos parece que estou vivendo o momento.
Que bom ter o que lembrar, e de quem lembrar, para muitos não significa nada, mas para mim é uma página do livro da minha "Vida".
Que Deus, tenha à todos que dessa história já não vivem, mais conosco!
Autora: Maria Auxiliadora  

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