MÃE, uma palavra pequena mas
que para nós significa muito , amor verdadeiro, entrega, dedicação, respeito,
orgulho , companheirismo, aconchego, cafuné , entre tantos outros sentimentos.
Até onde chega minha lembrança me lembro sempre, de sua dedicação para conosco,
nunca fomos para a escola sem que tivéssemos o café pronto em cima da mesa.
No pré, me recordo de vê-la
todo final de tarde na porta da escola para me buscar.
O bolo de fubá no forno com chá de capim limão
era sagrado, quando chagasse-mos da escola.
Sua luta e dedicação foi
tamanha e constante em fazer com o que Pedro, nosso irmão, pudesse ter um
melhor desenvolvimento e mais independência. Que pudesse fazer algumas
atividades sozinho quando ela se fosse e ela conseguiu, hoje ele vai para o
trabalho, e volta sozinho, estuda , sabe usar muito bem o computador. Ela
sempre me pedia para cuidar dele quando ela morresse, deixar ele desamparado
era a maior preocupação dela. Nossa família sempre foi o centro da sua vida,
dedicou sua vida inteira para cuidar dos filhos dando sempre muito amor,
carinho e dando colo de mãe sempre que precisássemos mesmo depois de nós
adultas.
Nós, nunca deixamos de dizer a ela, e demonstrar
o tamanho do nosso amor, só suas mãos delicadas e magras sabiam afagar nosso
cabelo de um jeito especial, que dava até um sono de tão aconchegante e
acolhedor que era. E esse aconchego não era somente para os filhos de sangue,
ela tinha várias filhas de coração que vinham visitá-la para achar amizade,
alegria de viver, otimismo, palavras de motivação, conselhos pra vida pessoal
além de tomar um cafezinho feito no coador de pano e comer alguma guloseima que
ela sempre fazia.
Minha mãe tinha algumas
paixões: o cachorro Preguiça , a máquina velha de tricô , ouvir música, rezar
seu terço, suas novenas e cozinhar, além dos filhos e netos que ela adora de
paixão. Tinha muito orgulho de nós, muitas vezes ela passava a madrugada sem
dormir, mas tinha seu rádio companheiro sempre ligado ouvindo a Banda B ou
rezando seu terço, ela era muito religiosa e crente em Deus, por isso creio que
ela esteja em bom lugar.
Ela adorava cozinhar e fazia
muito bem, tudo que ela fazia ficava simplesmente maravilhoso, acho que era
pelo amor que ela colocava como ingrediente. Sua casa nunca ficava sem ter
alguma coisa diferente para comer, pão doce, doce de leite, que ela fazia, bolo
de fubá, etc... Também, nunca ficava sozinha, sempre, sempre, tinha algum
vizinho em casa, com ela.
Quando ela precisou ficar de cama foram os vizinhos que faziam de tudo
para ela, desde limpar a casa, até sua comida, ela era muito amada por todos, desde as
crianças até os mais idosos. Um detalhe que nunca esqueceremos é de seu carinho
para conosco, de seu perfume e da sua pele macia, mesmo depois de tantos anos,
sempre falava que tinha cor de doce de
leite. . Minha mãe é e sempre foi nosso orgulho pois sempre sabia lidar com os
problemas, nunca reclamava da vida mesmo com tantos problemas de saúde e dores
pelo corpo, animava quem tivesse desanimado, sempre sorrindo e fazendo piadas
da vida, encantava quem quer que fosse pela alegria e força de viver, quem
conversasse com ela por telefone não imaginava que ela estava presa a uma
cadeira de rodas .
Não quero falar de coisas tristes, só quero dizer que sua morte foi
como tirar a alegria e o sol das nossas vidas.
Sua falta não tem como
mensurar, suas risadas, seu carinho, suas palavras de conforto nas horas
difíceis, seu abraço mesmo com os braços já magros. Sinto de meu filho não ter
convivido com ela, mas creio que muitas pessoas que a amavam vão dizer a ele
como ela era maravilhosa e que ela rezou para Deus, para ele nascer, que foi
muito esperado e amado. Nós suas filhas,
sentimos muito, de nossos filhos Gustavo, Isabella e Heloisa não poderem ter o
privilégio de conviver com ela.
- Não quero falar de coisas
tristes, só quero dizer que sua morte foi como tirar a alegria e o sol das
nossas vidas, tudo que ela deixou de bens materiais cabe dentro de um
guarda-roupa, mas se tivesse como quantificar o sentimento de amor e de falta
que as pessoas sentem por ela faltaria espaço no mundo!
Texto: Ana Lucia ( terceira filha de Luzia Wannick)
Luzia com seu filho mais novo Pedro e seu esposo Basílio.
Filhas e netos de Luzia: Regina a direita, com Heloísa no colo, no meio Ana Lucia, com Gustavo, e Rafaela com Isabella.
Genro Átila, filha Regina e neta Heloísa
Genro Ludovico e neta Iasella
Genro Fábio e Gustavo neto
* 13.12.1938 + 07.04.2013
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