Ser Especial, é Amar o Próximo, Como Ele é!
O jovem aproximava-se
das pessoas, trocava algumas palavras, e logo as pessoas se afastavam, por
último foi de encontro a um grupinho, porém, nem o deixaram se aproximar,
separaram-se e lhe deram as costas.
Passado algum tempo
foi embora, e surpresa fiquei quando vi que o jovem ainda ali estava. Ele aproximou-se,
e perguntou-me, se sabia onde ficava certa Igreja.
- Eu lhe respondi, e
ele disse, que a igreja que queria, não era nem uma das que eu, lhe falara.
Eu lhe perguntei
onde morava e o aconselhei, para que fosse para casa, pois já estava
anoitecendo e se tornava perigoso.
Passado dois a
três meses, eu encontrava-me em uma exposição de artesanato, quando escutei os
gritos, é ela, é ela!- Professora, é ela!
Arrastando - a pelo
braço disse!
- Professora foi ela a única pessoa que conversou comigo
naquele lugar.
Meu coração ao mesmo tempo que ficou feliz também ficou
muito triste. Eu descobri nos olhos daquele
Jovem, porque que os chamam de Especiais é que não importa o tamanho ou a
idade, o coração deles é e será sempre o coração de uma criança. Dei-me conta
que nem todas as pessoas acolhem e estão preparadas, para receber seus irmãos Especiais,
e não percebem que eles também têm coração sentimentos e memória.
Aquele jovem perguntava por uma igreja, mas
tudo o que ele esperava era ser convidado para fazer parte daquela onde estava.
É!...O lugar onde estávamos também era uma igreja. Ali
dentro do Sacrário a poucos metros encontrava-se um jovem que como ele também
sentiu a dor de ser excluído.
Se você sabe de quem
eu estava lembrando, deve saber que ele dizia, “Vinde a Mim as Criancinhas”.
Eu fui criada, com meu primo Moisés, que era Especial,
sofria de convulsões e tinha dificuldade de falar e também sofria de retardamento mental.
Nos em casa entendia-mos tudo o que ele queria dizer, mas as
pessoas de fora, não. Então o chamavam de retardado.O que doía era ver a pessoa ser rotulada, por sua condição, e usar isso para ofende-lá. Eu sei a dor que
sentíamos, e o sofrimento que sua mãe, minha tia, passava.
Eu lembrei dessa história, porque esses dias eu vi alguém se
referindo a outra pessoa chamando-a de retardado, no sentido de menosprezar a pessoa.
Quem pode dizer que esta livre de ter uma pessoa Especial,
na família, ou até mesmo por um acidente se tornar a ser um?
Como dizia meu avô Sr. Aloyzio Wanick.
– Faço ideia! -Não ligue minha filha, são pessoas de espirito pobre, que tem muito que aprender da vida!
– Faço ideia! -Não ligue minha filha, são pessoas de espirito pobre, que tem muito que aprender da vida!
Texto: Maria auxiliadora, filha de Iracema.
Foto Moisés
Viva seja Feliz!
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