
Os dedos dos pés e mãos, mesmo com luvas eram congelados, a ponta do nariz vermelha, mas nem ligávamos, íamos brincando, quebrando os gelo das poças de água que se formavam do lado da rua, ingrime que era o caminho.
Terminávamos a subida e quando pensávamos em descansar, tínhamos que correr - após a subida tinha uma casa de madeira do lado direito, de lá saia umas crianças e uns dois adolescentes - quando íamos passar, jogavam pedras e corriam atrás de nós para nós bater, nunca soube o porque, eu não sei em quantos eram, mas o medo fazia pensar que eram muito mais. KKK
Não demorou muito contamos em casa o que estava acontecendo e minha vó prontamente disse: amanhã cedo eu vou com vocês.
No dia seguinte minha vó se pois a ir conosco até uma altura, depois disse agora vocês vão sozinhos, ela foi atrás com um pedaço de pau na mão escondido, e quando eles saíram para correr atrás de nós ela chegou junto e disse: - agora quero ver vocês baterem neles vem!!!
KKK Não ficou um! Todos saíram correndo. Por dias minha vó continuou a nos acompanhar, nunca mais eles mexeram conosco, e nós nem olhávamos parar a casa, para não dar a impressão que estávamos os desafiando.
Tudo bem que essa história tem mais ou menos 50 anos, lógico que nos dias de hoje jamais caberia, uma atitude dessa.
Já tem um conhecido dizer que, "QUEM AMA CUIADA",
Eu nunca esqueci, da atitude de minha vó, nos sentimos protegidos e amados.
Nossa Infançia Foi Feliz, obrigada, vó Badia!
Foto e Mensagem - Maria Auxiliadora
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