UMA CAIXA DE LÁPIS DE COR
O incentivo constante aos seus filhos para que estudassem era uma peculiaridade dessa mãe.
Apesar de não ter
alcançado níveis escolares mais elevados, ela era dotada de uma cultura e de um
conhecimento extremo da vida, e sempre passava aos seus filhos, que o estudo e
o conhecimento eram a chave que abriria as portas para um belo futuro para nós.
Mesmo contando
com parcos recursos financeiros, ela criava condições para que seus filhos
pudessem frequentar a escola.
E, nesta linha de
produção, pode-se listar desde a eventual confecção de cadernos na máquina de
costura até a reciclagem de calças usadas de seu marido, que eram transformadas
em uniformes escolares.
E ainda, como
forma de incentivar seus filhos frente aos estudos, sentava-se com eles à
noite, nas horas destinadas aos deveres escolares de casa, e ajudava-os nos
trabalhos que envolviam desenhos, mapas geográficos, figuras geométricas, etc.
Em uma dessas
noites, sua filha Léslie desabafou com sua mãe seu inconformismo por lhe ser
fornecido anualmente, uma única caixa de lápis de cor, contendo apenas seis
lápis, seis cores...., quando na verdade, ela gostaria de ter uma daquelas
caixas, contendo vinte e quatro cores, que tinha a cor “rosa”, o “cinza”, o
“vinho”, etc., e que as outras meninas da escola possuíam.
Então sua mãe lhe
disse: “Não se
preocupe, pois agora você está usando aquilo que nós podemos comprar, mas que
servirá de trampolim para você ser uma ótima profissional e poder comprar tudo
aquilo que você tiver vontade de ter.”
O tempo passou. Os
anos voaram. No dia em que a sua filha Léslie graduou-se em Direito, sua mãe
lhe deu um pacote bem embrulhado para presente, dizendo: “Minha filha, estou lhe dando o símbolo daquilo que um
dia representou um sonho para você, mas, que doravante, representará o alcance
de todos os seus objetivos”.
Ao abrir o pacote
tão bem embrulhado, a Léslie se deparou com a linda e bela caixa de lápis de
cor com vinte e quatro cores. Lá estava ela! Linda, maravilhosa! Na forma do
sonho da infância.
Infelizmente, a
caixa se perdeu em uma das tantas mudanças e viagens que esta filha fez ao
longo de sua carreira profissional, mas a mensagem passada por sua mãe vive em
seu coração, como se o presente dado e as palavras ditas fizessem parte de seu
próprio ser.
Proibido copiar ou reproduzir fotos e textos, sem autorização, de acordo com a lei nº9.610de19.02.1998.
Texto: Escrito por Leslie, com a colaboração de Lilian, e aprovação dos irmãos (filhos de Gercia).
Gercia na praia, janeiro de 1990
Gercia e Juarez, na comemoração, de 25 anos de casamento
Foto:Arquivos da família, é o próprio álbum do texto
Segue...
DOIS PERFUMES SEM NOME E SEM VIDRO


Nenhum comentário:
Postar um comentário