11 de novembro de 2014 (Bibliomed). Quando se trata de doenças cardíacas, um novo estudo descobriu as mulheres são mais propensas que os homens a adiar cuidados quando têm sintomas que indicam problemas.
No estudo, apresentado no Canadian Cardiovascular Congress
em Vancouver, no Canadá, os pesquisadores conversaram com pacientes que
procuraram atendimento médico devido a queixas de angina (dor no peito) e que
estavam esperando para passar por exames de cinecoronariografia (cateterismo
cardíaco) para procurar sinais de doença arterial coronariana. A angina, ou dor
no peito, ocorre quando o coração não recebe tanto sangue e oxigênio quanto ele
necessita por causa de uma obstrução nas artérias do coração.
Os pesquisadores descobriram que os homens agiram mais
rapidamente quando desenvolveram os sintomas, e passaram menos tempo negando a
existência da sintomatologia, como se ela não fosse importante o suficiente
para exigir cuidados imediatos.
Já as mulheres aparecem com mais de um viés mais otimista,
achando que os sintomas iriam desaparecer e melhorar por conta própria.
Quando as mulheres sentem que houve até mesmo uma pequena melhora nos sintomas,
elas parecem nega-los por um longo período de tempo.
O principal perigo em demorar a buscar atendimento é que,
quando alguém chega ao hospital com um estágio mais grave ou avançado de doença
cardíaca, há menos opções de tratamento disponíveis, segundo os autores do
estudo, da Harvard School of Public Health.
Fonte:
Heart and Stroke Foundation of Canada, news release, Oct. 28, 2014.
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Foto: Maria Auxiliadora

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